Conheça as histórias de quem passou pela Escola e está construindo seu próprio caminho na moda.

Rebeca Lopes

ALUNA EM DESTAQUE

WhatsApp Image 2026-05-13 at 17.59.22
Depois de anos longe da moda e construindo uma carreira em outra área, ela decidiu voltar às suas origens. E assim nasceu a Beka.

⁠O que você fazia/faz antes de começar na moda?
Antes de começar profissionalmente na moda, morei por muitos anos na Austrália e trabalhava como cuidadora de pessoas com deficiência física e intelectual.

Venho de uma família muito ligada à música e há anos faço parte do Pé de Sonho, grupo de música infantil, onde atuo como cantora, social media e também ajudo com figurinos e identidade visual.

O que te fez decidir estudar moda ou mudar de área?
Na verdade, essa sempre foi uma vontade antiga. Eu sempre fui aquela pessoa apaixonada por moda, que inventava looks, tentava fazer as próprias roupas e amava esse universo criativo. Mas, por muito tempo, eu não enxergava isso como profissão.
Há cerca de 10 anos, fiz meu primeiro curso de Design de Moda na Escola de Moda Denise Aguiar, e aquilo marcou muito a minha vida. Foi a primeira vez que tive contato com a moda de forma mais profissional e percebi o quanto eu amava aquilo. Mas, naquele momento, a vida me levou para outro caminho e acabei indo morar na Austrália.
Mesmo lá, a moda continuou muito presente, mas de uma forma mais íntima e pessoal. Era meu momento de criatividade, de me conectar comigo mesma, de tirar a cabeça das coisas. Eu gostava de bordar, customizar roupas, criar, me vestir como forma de expressão. Ainda não era uma profissão, mas já era algo muito importante para mim.
Quando decidi voltar para o Brasil, depois de tantos anos fora, tive uma sensação muito forte de que não queria mais gastar tempo fazendo algo que não tivesse sentido para mim. E, naquele momento, percebi que não existia outro caminho que me fazia tão feliz quanto a moda.

⁠Como você se sentia antes de começar?
Foi um momento muito desafiador, porque eu não estava apenas mudando de área, eu estava mudando a minha vida inteira, voltando para o Brasil e decidindo abrir uma marca própria. É um investimento enorme de tempo, energia, dinheiro e também emocional.

Depois de tanto tempo fora, eu não tinha um network forte na área da moda, não conhecia muitas pessoas desse meio e, às vezes, me sentia um pouco perdida.

Mas, ao mesmo tempo, existia uma sensação muito forte de reencontro comigo mesma. Tinha medo, insegurança e dúvidas, mas também tinha uma certeza muito grande dentro de mim de que eu precisava tentar.

Qual foi o momento em que você percebeu que sua vida estava mudando?
Tiveram dois momentos muito marcantes. O primeiro foi quando eu tomei a decisão de voltar e entendi que queria fazer da moda a minha vida. Foi uma virada muito grande, porque comecei a estudar novamente, correr atrás, retomar contatos (inclusive com a escola) e transformar algo que antes parecia distante em um plano real. Foi quando percebi que aquilo não era mais um sonho distante, era algo que realmente estava começando.

O segundo momento foi quando a marca Beka começou a existir de verdade para mim. Ver o primeiro shooting acontecer, as roupas dando certo, as peças indo para o site e começar a divulgar tudo aquilo foi muito simbólico. Foi quando pensei: “minha vida realmente mudou”.

⁠O que a moda representa para você hoje?
A moda representa muita coisa para mim. Claro que hoje também é minha profissão, mas ela vai muito além disso, é uma forma de expressão. Sempre enxerguei a roupa como algo que comunica quem a gente é, como nos sentimos e até como ocupamos espaços no mundo.

Também tem um lado muito identitário para mim. Eu amo quando alguém olha para mim e fala: “você tem cara de quem trabalha com moda” ou percebe isso de alguma forma. Porque acho que a moda acabou se tornando uma extensão de quem eu sou, da minha criatividade, das minhas emoções e da forma como eu me expresso.

⁠Se você pudesse falar algo para a sua versão do passado, o que diria?
Essa é uma pergunta delicada, porque acho que a gente muda o tempo inteiro, e muito do que vivemos, inclusive os desafios, fazem parte da construção de quem a gente se torna. Então eu não sei se diria algo para mudar o caminho, porque, de certa forma, tudo teve um papel importante.

Mas acho que eu diria para não ter tanto medo. Nem necessariamente “confia”, porque confiança é algo que a gente constrói com o tempo, e eu acho difícil falar como se fosse fácil confiar totalmente em nós mesmos ou na nossa intuição o tempo inteiro. Mas eu diria: vai com medo mesmo.

Uma das maiores coisas que aprendi nesse processo de tantas mudanças é que, às vezes, é melhor ir com medo do que deixar de ir por causa dele. O medo angustia, paralisa e faz a gente duvidar de nós mesmos. E tudo bem sentir insegurança, não se sentir pronta ou ter dúvidas. Mas eu diria para continuar mesmo assim.

Qual foi a maior transformação que você viveu desde que começou sua jornada na moda?
Com certeza foi uma transformação interna, que acabou se refletindo externamente. Acho que a moda tem um poder muito grande de expressão, e percebi que, à medida que fui perdendo o medo de me expressar (seja pela roupa, pela criatividade ou pela forma de me apresentar ao mundo) eu também fui me tornando uma pessoa mais confiante.)
A confiança de olhar para mim mesma e pensar: “eu consigo”, “eu sou criativa”, “eu dou conta”.
Todo esse processo de abrir uma marca, assumir esse sonho para mim mesma e sustentar isso me transformou muito. Porque, no fim, a forma como a gente se veste, se apresenta e se expressa é muito reflexo do que existe dentro da gente.

Quais cursos você fez na Escola de Moda Denise Aguiar?

O curso que mais marcou minha história foi o de Design de Moda, que fiz duas vezes, com cerca de 10 anos de diferença entre uma experiência e outra. A primeira vez foi quando tive meu primeiro contato com a moda como algo além de hobby. Já a segunda aconteceu quando decidi voltar ao Brasil e construir minha marca, então foi um curso completamente ressignificado para mim.

Além dele, também fiz Estamparia Manual, Estamparia Digital, Produção de Moda e Consultoria de Imagem. Há muitos anos, também fiz um curso de Escrita Criativa, que existia na escola na época.

Estudar na Escola de Moda Denise Aguiar fez diferença na sua trajetória? Conta pra gente.

Fez muita diferença, e em momentos muito importantes da minha vida. O primeiro curso de Design de Moda, há cerca de 10 anos, foi quando tive meu primeiro contato real com a moda como possibilidade profissional. Foi ali que percebi que aquilo não era só um hobby: era algo que eu realmente amava.

Depois, quando decidi mudar a minha vida, a Denise Aguiar foi novamente um lugar de apoio e aprendizado.

Cada curso impactou minha trajetória de uma forma diferente. Produção de Moda, por exemplo, foi um divisor de águas para mim no processo de abrir uma marca. Os cursos de Estamparia Manual e Digital foram muito especiais, inclusive, consegui aplicar esse conhecimento diretamente em uma das minhas coleções, criando minha própria estampa autoral. Já Consultoria de Imagem ampliou muito meu olhar sobre identidade, estilo e a relação emocional das pessoas com a roupa.

No fim, sinto que a escola teve um papel muito importante não só no aprendizado técnico, mas também em me dar confiança para acreditar que esse sonho poderia realmente virar profissão. Sem contar o apoio e suporte que sempre recebi da escola durante todo esse processo.

Está gostando do conteúdo? Clique abaixo para compartillhar!

WhatsApp Image 2026-01-27 at 13.02.16

Por Fernanda Aguiar