Conheça as histórias de quem passou pela Escola e está construindo seu próprio caminho na moda.

Hannah Badaró

ALUNA EM DESTAQUE

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⁠O que você fazia/faz antes de começar na moda?
Eu sou médica endocrinologista. Minha base sempre foi ciência, estudo, responsabilidade, tomada de decisão baseada em evidência. Minha vida sempre foi muito pautada por técnica, performance e resultado.

O que te fez decidir estudar moda ou mudar de área?
A moda sempre esteve em mim, mas por muito tempo como algo “paralelo”. Na adolescência eu tive um blog de moda, depois segui consumindo história da moda, tendências e atualidades, mas sem coragem de me debruçar profissionalmente sobre aquilo. O que me fez mergulhar foi a maternidade. Ser mãe me deu urgência em viver, em ser completa e mostrar pros meus filhos que eles podem ser o que quiserem, quando quiserem, e nunca deixarem o medo os limitar de tentar.

Eu não mudei de área. Eu ampliei quem eu sou.

⁠Como você se sentia antes de começar?
Eu me sentia competente, mas não inteira. Era como se existisse uma parte criativa, estética e estratégica que ainda não tinha espaço oficial na minha vida. Eu tive medo de não ser compreendida ou ridicularizada, mas era só o medo contando mentiras. Eu sempre fui muito racional — a moda trouxe uma camada de expressão que eu não explorava com consciência.

Qual foi o momento em que você percebeu que sua vida estava mudando?
Quando eu parei de ver a moda como hobby e comecei a estudá-la com a mesma seriedade com que estudei medicina. Quando comecei a analisar desfiles, entender construção de marca, história da alta-costura, e perceber que eu estava pensando nisso de forma estratégica — não apenas consumindo.
Principalmente quando eu percebi que a moda sempre foi uma parte tão expoente da minha vida, que não precisei justificar para ninguém minha nova carreira. Apenas fez sentido, porque sempre foi minha verdade.

Ali eu entendi que não era interesse passageiro. Era direção.

O que você está construindo hoje? (marca, carreira, objetivo, etc.)
Eu estou construindo posicionamento. Uma imagem sólida, coerente e autoral. Uma marca pessoal que une ciência, estética, sofisticação e inteligência estratégica.

Não é sobre abandonar a medicina. É sobre elevar o padrão de presença — no consultório, na internet, na forma como eu me apresento e no que eu represento.

⁠O que a moda representa para você hoje?
Moda representa linguagem. Representa poder silencioso. Representa escolha.

Se antes era consumo, hoje é construção. É ferramenta de narrativa. É identidade visual alinhada à identidade intelectual.

⁠Se você pudesse falar algo para a sua versão do passado, o que diria?
Você não precisa escolher entre ser inteligente e ser estética. Você pode ser profunda e sofisticada. Técnica e criativa. Rigorosa e sensível.

E não é tarde. Nunca foi.

Qual foi a maior transformação que você viveu desde que começou sua jornada na moda?

A maior transformação foi interna.

Eu deixei de me enxergar apenas como “a médica competente” e passei a me enxergar como uma mulher de posicionamento. Alguém que entende de construção de imagem, estratégia e presença.

A moda não mudou minha profissão.
Mudou minha percepção de identidade.

E isso muda absolutamente tudo.

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