Conheça as histórias de quem passou pela Escola e está construindo seu próprio caminho na moda.

Bárbara Coutinho

ALUNA EM DESTAQUE

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⁠O que você fazia/faz antes de começar na moda?
Eu sou publicitária e trabalho com marketing e comunicação há cerca de 15 anos. Há sete anos eu fundei a minha própria agência de marketing, que continuo comandando até hoje.

Sempre trabalhei muito com estratégia, posicionamento e construção de imagem de marcas e profissionais. E hoje eu percebo o quanto isso conversa diretamente com o universo da moda, porque a moda também comunica, posiciona e conta histórias.

Então, quando eu entrei na moda, na verdade eu não abandonei a minha trajetória. Eu trouxe todo esse olhar estratégico comigo.

O que te fez decidir estudar moda ou mudar de área?
Na verdade, foi um momento muito difícil da minha vida que acabou se transformando em uma grande virada de chave.

Eu sempre fui apaixonada por moda. A moda sempre pulsou dentro de mim. Ao longo da vida, muitas amigas, pessoas próximas e até clientes sempre comentaram sobre o meu olhar para essa área. Eu sempre tive um certo feeling para ajudar as pessoas a se vestirem de acordo com o estilo delas, com a forma que queriam se posicionar e também respeitando o formato de corpo e a personalidade de cada uma.

Mas a decisão de estudar moda veio depois de um episódio muito marcante. Eu perdi um amigo muito querido para o câncer. Foi tudo muito rápido. Ele descobriu a doença e em pouco tempo já não estava mais aqui. Ele era uma pessoa extremamente alegre, grata pela vida e cheio de planos.

No dia do enterro, ver a noiva dele, que é minha amiga, chorando sobre o caixão foi algo que mexeu profundamente comigo. Naquele momento eu tive uma clareza muito grande sobre o quanto a vida é curta e o quanto a gente não pode ficar adiando os nossos sonhos.

Ali eu pensei: se existe algo dentro de mim que pulsa tanto, por que eu estou esperando? Foi a partir desse momento que comecei a pesquisar sobre estudar moda e decidi correr atrás desse sonho.

⁠Como você se sentia antes de começar?
Eu me sentia muito insegura. Não era falta de vontade, porque vontade eu tinha muita. Mas existia um medo grande de não saber no que aquilo iria resultar.

Eu já tinha uma carreira construída no marketing, uma empresa, uma rotina. Então também existia a dúvida de como eu iria conciliar tudo isso. Eu sabia que queria entrar nesse universo de alguma forma profissional, mas ainda não sabia exatamente como.

Então era uma mistura de empolgação com medo.

Qual foi o momento em que você percebeu que sua vida estava mudando?
Desde o primeiro dia na escola de moda. Eu lembro claramente do momento em que eu desci do elevador e senti que eu estava em um lugar que tinha tudo a ver comigo.

Eu fui extremamente bem recebida e percebi que aquele ambiente respirava criatividade, expressão e identidade. Uma coisa que me marcou muito foi perceber que a moda é muito mais profunda do que a gente imagina quando olha de fora.

Eu sempre fui apaixonada pela área, mas quando comecei a estudar percebi a dimensão real desse universo. E quanto mais eu aprendo, mais eu percebo o quanto ainda existe para aprender.

Hoje eu estou na minha sétima formação dentro da escola. E teve também um momento muito importante nessa trajetória, que foi quando eu entendi qual era o meu propósito dentro da moda e decidi, junto com a Thays, criar uma marca.

Ali eu percebi algo muito forte. Eu sempre fui apaixonada por marketing, mas a moda é algo que eu amo profundamente. E unir essas duas coisas tem sido muito poderoso.

O que você está construindo hoje? (marca, carreira, objetivo, etc.)
Hoje eu estou construindo uma marca chamada Garrari, junto com a Thays, minha sócia, que eu conheci durante a formação de Design de Moda na escola. A Garrari nasce com uma proposta muito clara de fugir do óbvio. É uma marca pensada para mulheres que não querem se vestir de forma comum ou simplesmente seguir modinhas. São mulheres que gostam de presença, autenticidade e que entendem o vestir como uma forma de expressão.

Nós trabalhamos com o conceito de slow fashion. As coleções são lançadas em drops menores, com número reduzido de peças e grade limitada. A exclusividade é um dos nossos pilares. Tudo nasce do zero. As peças são desenhadas à mão e nós participamos de todas as etapas do processo, desde a criação até a produção. Cada peça da Garrari carrega história, intenção e conceito.

A gente não quer vender roupa.
A gente quer criar uma comunidade, gerar identificação, transformar a forma como as mulheres se veem, se posicionam e se expressam através da moda. E consequentemente, vender.

⁠O que a moda representa para você hoje?
Para mim, a moda é uma forma de comunicação. É a possibilidade de expressar por fora aquilo que muitas vezes ainda não foi dito em palavras.

Quando você escolhe o que vestir, você está dizendo algo sobre quem você é e sobre como quer ser percebido. O problema é que muitas pessoas acabam se vestindo apenas para se encaixar em padrões ou expectativas externas.

Eu sempre fui muito reconhecida pela minha forma de me vestir justamente porque eu me visto de mim. Muitas amigas e pessoas próximas veem uma peça em uma vitrine e dizem imediatamente: isso é muito a cara da Babi. Isso acontece porque existe uma coerência entre quem eu sou e a forma como eu me visto.

Para mim, moda é exatamente isso. É unir essência e estratégia e comunicar quem você é sem precisar dizer uma palavra.

⁠Se você pudesse falar algo para a sua versão do passado, o que diria?
Eu diria: vai. Mergulha de cabeça.Existe algo dentro de você que está pulsando há muito tempo e você precisa colocar isso para fora.

Vai com medo mesmo. Não espera o momento perfeito.Faça a sua parte, se dedique, entregue o seu melhor e confie que Deus e a vida vão se encarregar do resto.

Qual foi a maior transformação que você viveu desde que começou sua jornada na moda?

A maior transformação foi a forma como eu passei a enxergar a moda.Antes de estudar, mesmo já gostando muito da área, eu percebo que eu via apenas a superfície desse universo. Era como olhar para o mar e ver só a parte que está acima da água.

Quando você mergulha de verdade na moda, você entende todas as camadas que existem por trás de uma peça.Desde o cultivo do algodão, a transformação em fio, a construção do tecido, a modelagem, os acabamentos.

É um mercado gigantesco e extremamente complexo. Hoje eu tenho muito mais respeito por todo esse processo. Eu nunca mais olho para uma peça de roupa da mesma forma.

Quais cursos você fez na EMDA?

Ao longo dessa jornada eu fiz várias formações na escola:

Design de Moda
Design de Estampas
Design de Moda Digital
Consultoria de Imagem
Fashion Business

E atualmente também estou cursando:

Marketing de Moda
Gestão e Produção de Marca Própria

Estudar na EMDA fez diferença na sua trajetória? Conta pra gente.

Fez toda a diferença.

Quando alguém pensa em entrar na moda, muitas vezes ainda não tem clareza de qual caminho seguir dentro desse universo, porque a moda é extremamente ampla. A escola acaba proporcionando uma visão muito abrangente, mas ao mesmo tempo aprofundada da área. Cada curso que eu fiz foi se conectando com o outro e me ajudando a construir clareza sobre onde eu queria chegar dentro da moda.

Hoje eu e a Thays estamos criando uma marca autoral com produção própria. E mesmo sabendo que empreender é desafiador e que não existe receita pronta, ter esse suporte, esse conhecimento e pessoas experientes para orientar faz muita diferença nesse processo.

A escola não apenas ensina. Ela incentiva, direciona e fortalece os sonhos de quem decide entrar nesse universo. Eu sinceramente não consigo imaginar essa jornada sem a Escola de Moda Denise Guiar.

Se não fosse por essa formação, provavelmente eu não estaria construindo o que estou construindo hoje e nem vivendo a felicidade que tenho vivido durante esse processo.

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